Conto 1 - Razão

Publicado em Junho de 2013
Decidi tentar algo novo.
Mudar é sempre bom, principalmente quando o objetivo é evoluir algo.
Não sei em que nível posso enquadrar minhas habilidades de narrativa, nem meus parcos conhecimentos sobre nossa língua portuguesa, bem como minha criatividade. Então, visando melhorá-las, nada melhor que praticar.
Resolvi escrever alguns textos aleatórios, desta vez não baseados em meu cotidiano (muito pelo contrário). Vou estimular minha criatividade, escrevendo pequenos contos sobre qualquer evento, cena ou sentimento que me tenham chamado a atenção. Podem ser contos fantasiosos, psicológicos, românticos, futuristas... Enfim, qualquer tipo de texto que fuja do que estou acostumado a escrever.
Além da criatividade, estes contos me ajudarão a utilizar uma habilidade que nunca utilizei (pelo menos, não por vontade própria), que é a narrativa. Por fim, com este novo desafio, tento expandir meus conhecimentos sobre português (que são, notavelmente, escassos).
Para que eu possa alcançar estes objetivos, conto com a ajuda de vocês. Aceito qualquer sugestão de conto. Enviem mesmo! Gostaria, também, de pedir um favor: Corrijam-me! Só assim posso melhorar.


E a Razão vence mais uma...

Virou-se,então, e foi embora... Sabendo que jamais voltaria a vê-la.
Prometeu para si mesmo que jamais esqueceria aquele lindo rosto, nem mesmo por um segundo.
Não fora a primeira vez que as circunstâncias o tinham forçado a despir-se de seus sonhos. E sabia que também não seria a última. Mas sabia que desta vez, algo havia mudado. Não no mundo, mas no seu mundo, no seu cerne.
Seus olhos estavam carregados de dores. tristezas, angústias e medos... todos materializados sob a forma de lágrimas. Porém, ao mesmo tempo, tentava escondê-las, enxugá-las, reprendê-las. Sabia que, se fosse visto daquela forma, seria taxado de louco, ou de sentimental (algo que, para ele, dava no mesmo).

Sua mente utilizava todos os artifícios disponíveis para convencê-lo que era, de fato, a atitude mais sábia. Contudo, seu coração dizia o contrário, dizia para voltar, para ignorar qualquer possível julgamento alheio (até porque jamais saberiam quais os eventos que o levaram até aquela situação) e jamais desistir daquele sonho, mesmo que utópico.

Foi fraco, mais uma vez... A cada passo dado, seu coração se agarrava ainda mais à esperança de um milagre, algo que o forçasse a voltar. Sua mente, entretanto, o mantinha caminhando, fitando o vazio, buscando um novo objetivo, um novo sonho, um novo encanto.

Sua mente prevaleceu. O raciocínio havia ganho mais uma batalha na guerra pelo controle de suas atitudes. Deixou que o sentimento, mesmo forte, sucumbisse ao poder de sua psique há muito dominante.
Seus pensamentos tornaram-se mais claros. Havia feito o certo, pensou. Havia fechado um capítulo do livro de sua vida e aberto outro. Um capítulo pequeno, é verdade, mas deveras importante. Um momento crucial em sua vida. Em sua nova vida.
Sabia que havia deixado sua marca, uma pequena marca, e tinha esperanças de que não fosse um marca superficial (por mais que, de fato, soubesse que era. Tolo otimista).

"Bom, de qualquer forma, um problema a menos", pensou, tentando acalmar o já surrado coração. "Agora posso me concentrar no resto", concluiu.

Assim, o solitário homem seguiu seu caminho, levemente mais receoso, porém mais forte, ciente de que novas oportunidades estão sempre à espera, apenas aguardando quem as enxergue.

Novas paixões surgirão, novos sonhos atracarão em seu coração, novos capítulos se fecharão e se abrirão no livro de sua vida.